
Tive um gato
bem preto preto, preto.
Disseram ser angorá.
Gato, coelho, cabra, sei lá.
Tinha um jeito engraçadinho
meu amigo negrinho.
Oito anos eu tinha
e não sabia assobiar,
o Totó não atendia
só o gato eu podia chamar.
Pelo pátio ele corria,
espiava e escondia.
Era danado e decidido
se eu gritava, ficava encolhido.
Quando cresci,
o negrinho não sei onde foi parar
fugiu com uma gatinha
para namorar ou casar.
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